Cenobamato: Eurofarma lança no Brasil tratamento inovador que pode zerar crises epilépticas1,2

Primeiro medicamento à base da molécula no país, XCOPRI® (cenobamato) oferece eficácia superior às terapias disponíveis no mercado para epilepsia focal farmacorresistente1,2

Publicado em: 13 de julho de 2026  e atualizado em: 28 de julho de 2026
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São Paulo, julho de 2026 – A Eurofarma anuncia a chegada ao mercado brasileiro do XCOPRI® (cenobamato), terapia inovadora indicada para o tratamento da epilepsia farmacorresistente em adultos. Primeiro medicamento à base de cenobamato registrado no Brasil, o produto amplia as opções terapêuticas para pacientes que enfrentam crises persistentes mesmo após múltiplas opções de tratamento. Aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em março de 2026 e com preços definidos pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED) em julho deste ano, XCOPRI® deverá estar disponível nas farmácias de todo o Brasil a partir de agosto de 2026, nas apresentações de 12,5 mg, 50 mg, 100 mg e 200 mg.

O lançamento consolida a estratégia da Eurofarma de traduzir a inovação em soluções concretas de saúde e marca um novo capítulo no fortalecimento do portfólio da companhia em sistema nervoso central. O medicamento, já comercializado desde maio pela companhia em outros países da América Latina, como Chile e Peru, é fruto de uma parceria estratégica de licenciamento com a sul-coreana SK Biopharmaceuticals, empresa desenvolvedora da molécula, ampliando o acesso regional a terapias voltadas para necessidades médicas ainda não atendidas.

“Nossa busca por inovação chega à ponta para transformar a rotina das pessoas. O tratamento com cenobamato pode reduzir significativamente as crises epilépticas em pessoas com epilepsia farmacorresistente, trazendo benefícios importantes para a qualidade de vida e autonomia. Pacientes que antes não tinham acesso a medicamentos inovadores como esse ou que dependiam de importação excepcional, passam agora a contar com uma nova opção terapêutica no país”, afirma Renata Campos, CEO Brasil da Eurofarma.

Inovação com alta eficácia
O cenobamato destaca-se por ter um mecanismo de ação único e diferenciado, combinando a modulação dos canais de sódio e a potencialização da neurotransmissão inibitória mediada pelo GABA (ácido gama-aminobutírico), ambas de maneiras sem precedentes entre os demais medicamentos anticrise. Consequentemente, nos estudos clínicos pivotais, demonstrou um perfil de eficácia sem precedentes no tratamento da epilepsia focal farmacorresistente.

Em terapia adjuvante (em conjunto com outro tratamento), pacientes que receberam 400 mg/dia apresentaram redução mediana de 65% na frequência de crises focais durante a fase de manutenção1, enquanto a dose de 200 mg/dia resultou em redução mediana de 55,6%2, com achados consistentes entre os dois estudos1,2. Notavelmente, um em cada cinco pacientes (21%1 e 28,3%2) atingiram liberdade de crises — desfecho raramente observado com as demais terapias farmacológicas disponíveis. Para contextualizar, após três linhas de tratamento com medicamentos anticrise convencionais, apenas 4% dos pacientes alcançam esse mesmo resultado3, evidenciando o potencial transformador do cenobamato no manejo da epilepsia.

Experiências recentes de mundo real corroboram esses resultados. Em um estudo de 2025, 79,6% dos pacientes apresentaram uma redução ≥50% na frequência de crises após um ano de tratamento com cenobamato e 36,6% atingiram liberdade de crises, índices que se mantiveram elevados após 2 anos: 80% para ≥50% de redução e 30,9% de liberdade de crises. A aderência ao tratamento foi alta, com redução significativa do número de medicamentos concomitantes e de suas doses, indicando simplificação do regime terapêutico. Esses resultados reforçam a eficácia sustentada e a boa aderência ao cenobamato em cenários de prática clínica real, especialmente em pacientes com epilepsia de difícil controle.4

Epilepsia: um desafio de saúde pública
A epilepsia é uma das doenças neurológicas crônicas mais prevalentes no mundo e representa um importante desafio de saúde pública. No Brasil, estima-se que cerca de 1% a 2% da população viva com epilepsia, o que corresponde a, aproximadamente, dois a três milhões de pessoas impactadas direta ou indiretamente pela condição.5 Na América Latina e no Caribe, a situação é igualmente desafiadora. A região concentra mais de seis milhões de pessoas com epilepsia ativa e mais de 60% dos pacientes não recebe tratamento adequado, em razão de barreiras como diagnóstico tardio, acesso limitado a especialistas e restrições à oferta de terapias inovadoras.5-7 Como resultado, a epilepsia segue associada a altos índices de incapacidade, estigmatização social e perda de qualidade de vida.

A chegada de novas opções terapêuticas ao mercado brasileiro e latino-americano representa um avanço relevante tanto para o sistema de saúde quanto para milhões de pessoas que convivem diariamente com os efeitos da doença.

Referências
1. Krauss, G. L. et al. Safety and efficacy of adjunctive cenobamate (YKP3089) in patients with uncontrolled focal seizures: a multicentre, double-blind, randomised, placebo-controlled, dose-response trial. Lancet Neurol. 19, 38–48 (2020).

2. Chung, S. S. et al. Randomized phase 2 study of adjunctive cenobamate in patients with uncontrolled focal seizures. Neurology 94, e2311–e2322 (2020).
3. Chen, Z., Brodie, M. J., Liew, D. & Kwan, P. Treatment Outcomes in Patients With Newly Diagnosed Epilepsy Treated With Established and New Antiepileptic Drugs: A 30-Year Longitudinal Cohort Study. JAMA Neurol. 75, 279–286 (2018).
4. Sánchez-Caro JM, Hariramani Ramchandani R, Maestro Saiz I, Rodríguez Uranga JJ. Impact of long-term treatment with cenobamate on concomitant usage of antiseizure medications: A real-world retrospective study in Spain. Epilepsia. 2025 Nov 12.
5. Alva-Díaz, C. et al. Prevalence and incidence of epilepsy in Latin America and the Caribbean: a systematic review and meta-analysis of population-based studies. Epilepsia. 62, 984–996 (2021).
6. Bruno, E. et al. Epilepsy and neurocysticercosis in Latin America: a systematic review and meta-analysis. PLoS Negl Trop Dis. 7, e2480 (2013).
7. Pacheco-Barrios, K. et al. Burden of epilepsy in Latin America and the Caribbean: a trend analysis of the Global Burden of Disease Study 1990–2019. Lancet Reg Health Am. 8, 100167 (2022).

Sobre a Eurofarma

Fundada em 1972, a Eurofarma atua no setor de saúde com a produção e comercialização de produtos e serviços para melhorar a qualidade de vida das pessoas. Com foco na geração de valor compartilhado, abrange os principais segmentos farmacêuticos, como prescrição médica, genéricos, hospitalar, oncologia, MIP, cuidados pessoais, e saúde animal, além de prestar serviços de produção a terceiros. Com uma ampla cobertura de classes terapêuticas, o portfólio compreende mais de 4 mil SKUs, atendendo praticamente todas as especialidades médicas. Líder em prescrição médica no Brasil, onde também detém a vice-liderança em genéricos, a Eurofarma está presente em 24 países, com 100% de cobertura na América Latina, e a liderança no varejo da região. Mantém operações também nos EUA e África, contando ao todo com mais de 13 mil colaboradores e 11 fábricas, e contabilizou 630 milhões de unidades produzidas em 2025. No mesmo ano, a empresa investiu mais de R$ 700 milhões em projetos de inovação e alcançou receita líquida superior a R$ 12 bilhões. 

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